domingo, 17 de agosto de 2008

O Multiculturalismo nos Direitos Humanos

Divulga-se aqui o artigo Por uma Concepção Multicultural de Direitos Humanos, do sociólogo Boaventura de Souza Santos, que analisa, de modo claro e sucinto, a globalização (ou, de acordo com o autor, as globalizações) e o diálogo intercultural que deve existir na conceitualização e na prática dos direitos humanos.

Por uma Concepção Multicultural

de Direitos Humanos

Boaventura de Sousa Santos

Introdução: as tensões da modernidade

Nos últimos tempos tenho observado com alguma perplexidade a forma como os direitos humanos se transformaram na linguagem da política progressista. De facto, durante muitos anos, após a Segunda Guerra Mundial, os direitos humanos foram parte integrante da política da guerra fria, e como tal foram considerados pela esquerda. Duplos critérios na avaliação das violações dos direitos humanos, complacência para com ditadores amigos, defesa do sacrifício dos direitos humanos em nome dos objectivos do desenvolvimento - tudo isto tornou os direitos humanos suspeitos enquanto guião emancipatório. Quer nos países centrais, quer em todo o mundo em desenvolvimento, as forças progressistas preferiram a linguagem da revolução e do socialismo para formular uma política emancipatória. E no entanto, perante a crise aparentemente irreversível destes projectos de emancipação, essas mesmas forças progressistas recorrem hoje aos direitos humanos para reinventar a linguagem da emancipação. É como se os direitos humanos fossem invocados para preencher o vazio deixado pelo socialismo. Poderão realmente os direitos humanos preencher tal vazio? A minha resposta é um sim muito condicional. O meu objectivo neste trabalho é identificar as condições em que os direitos humanos podem ser colocados ao serviço de uma política progressista e emancipatória. Tal tarefa exige que sejam claramente entendidas as tensões dialécticas que informam a modernidade ocidental. A crise que hoje afecta estas tensões assinala, melhor que qualquer outra coisa, os problemas que a modernidade ocidental actualmente defronta. Em minha opinião, a política de direitos humanos deste final de século é um factor-chave para compreender tal crise.

Identifico três tensões dialécticas. A primeira ocorre entre regulação social e emancipação social. Tenho vindo a afirmar que o paradigma da modernidade se baseia numa tensão dialéctica entre regulação social e emancipação social, a qual está presente, mesmo que de modo diluído, na divisa positivista «ordem e progresso». Neste final de século, esta tensão deixou de ser uma tensão criativa. A emancipação deixou de ser o outro da regulação para se tornar no duplo da regulação. Enquanto até finais dos anos sessenta as crises de regulação social suscitavam o fortalecimento das políticas emancipatórias, hoje a crise da regulação social - simbolizada pela crise do Estado regulador e do Estado-Providência - e a crise da emancipação social - simbolizada pela crise da revolução social e do socialismo enquanto paradigma da transformação social radical - são simultâneas e alimentam-se uma da outra. A política dos direitos humanos, que foi simultaneamente uma política reguladora e uma política emancipadora, está armadilhada nesta dupla crise, ao mesmo tempo que é sinal do desejo de a ultrapassar.

A segunda tensão dialéctica ocorre entre o Estado e a sociedade civil. O Estado moderno, não obstante apresentar-se como um Estado minimalista, é potencialmente um Estado maximalista, pois a sociedade civil, enquanto o outro do Estado, auto-reproduz-se através de leis e regulações que dimanam do Estado e para as quais não parecem existir limites, desde que as regras democráticas da produção de leis sejam respeitadas. Os direitos humanos estão no cerne desta tensão: enquanto a primeira geração de direitos humanos (os direitos cívicos e políticos) foi concebida como uma luta da sociedade civil contra o Estado, considerado como o principal violador potencial dos direitos humanos, a segunda e terceira gerações (direitos económicos e sociais e direitos culturais, da qualidade de vida, etc) pressupõem que o Estado é o principal garante dos direitos humanos.

Por fim, a terceira tensão ocorre entre o Estado-nação e o que designamos por globalização. O modelo político da modernidade ocidental é um modelo de Estados-nação soberanos, coexistindo num sistema internacional de Estados igualmente soberanos - o sistema interestatal. A unidade e a escala privilegiadas, quer da regulação social quer da emancipação social, é o Estado-nação. O sistema interestatal foi sempre concebido como uma sociedade mais ou menos anárquica, regida por uma legalidade muito ténue, e mesmo o internacionalismo da classe operária sempre foi mais uma aspiração do que uma realidade. Hoje, a erosão selectiva do Estado-nação, imputável à intensificação da globalização, coloca a questão de saber se, quer a regulação social quer a emancipação social, deverão ser deslocadas para o nível global. É neste sentido que já se começou a falar em sociedade civil global, governo global e equidade global. Na primeira linha deste processo está o reconhecimento mundial da política dos direitos humanos. A tensão, porém, repousa, por um lado, no facto de, tanto as violações dos direitos humanos, como as lutas em defesa deles continuarem a ter uma decisiva dimensão nacional, e, por outro lado, no facto de, em aspectos cruciais, as atitudes perante os direitos humanos assentarem em pressupostos culturais específicos. A política dos direitos humanos é basicamente uma política cultural. Tanto assim é que poderemos mesmo pensar os direitos humanos como sinal do regresso do cultural, e até mesmo do religioso, em finais de século. Ora, falar de cultura e de religião é falar de diferença, de fronteiras, de particularismos. Como poderão os direitos humanos ser uma política simultaneamente cultural e global?

Nesta ordem de ideias, o meu objectivo é desenvolver um quadro analítico capaz de reforçar o potencial emancipatório da política dos direitos humanos no duplo contexto da globalização, por um lado, e da fragmentação cultural e da política de identidades, por outro. A minha intenção é justificar uma política progressista de direitos humanos com âmbito global e com legitimidade local.

1. Acerca das globalizações

Começarei por especificar o que entendo por globalização. A globalização é muito difícil de definir. Muitas definições centram-se na economia, ou seja, na nova economia mundial que emergiu nas últimas duas décadas como consequência da intensificação dramática da transnacionalização da produção de bens e serviços e dos mercados financeiros - um processo através do qual as empresas multinacionais ascenderam a uma preeminência sem precedentes como actores internacionais. Para os meus objectivos analíticos privilegio, no entanto, uma definição de globalização mais sensível às dimensões sociais, políticas e culturais. Aquilo que habitualmente designamos por globalização são, de facto, conjuntos diferenciados de relações sociais; diferentes conjuntos de relações sociais dão origem a diferentes fenómenos de globalização. Nestes termos, não existe estritamente uma entidade única chamada globalização; existem, em vez disso, globalizações; em rigor, este termo só deveria ser usado no plural. Qualquer conceito mais abrangente deve ser de tipo processual e não substantivo. Por outro lado, enquanto feixes de relações sociais, as globalizações envolvem conflitos e, por isso, vencedores e vencidos. Frequentemente, o discurso sobre globalização é a história dos vencedores contada pelos próprios. Na verdade, a vitória é aparentemente tão absoluta que os derrotados acabam por desaparecer totalmente de cena.

Proponho, pois, a seguinte definição: a globalização é o processo pelo qual determinada condição ou entidade local estende a sua influência a todo o globo e, ao fazê-lo, desenvolve a capacidade de designar como local outra condição social ou entidade rival.

As implicações mais importantes desta definição são as seguintes. Em primeiro lugar, perante as condições do sistema-mundo ocidental não existe globalização genuína; aquilo a que chamamos globalização é sempre a globalização bem sucedida de determinado localismo. Por outras palavras, não existe condição global para a qual não consigamos encontrar uma raiz local, uma imersão cultural específica. Na realidade, não consigo pensar uma entidade sem tal enraizamento local; o único candidato possível, mas improvável, seria a arquitectura interior dos aeroportos. A segunda implicação é que a globalização pressupõe a localização. De facto, vivemos tanto num mundo de localização como num mundo de globalização. Portanto, em termos analíticos, seria igualmente correcto se a presente situação e os nossos tópicos de investigação se definisse em termos de localização, em vez de globalização. O motivo porque é preferido o último termo é basicamente porque o discurso científico hegemónico tende a privilegiar a história do mundo na versão dos vencedores.

Existem muitos exemplos de como a globalização pressupõe a localização. A língua inglesa enquanto língua franca é um desses exemplos. A sua propagação enquanto língua global implicou a localização de outras línguas potencialmente globais, nomeadamente a língua francesa. Quer isto dizer que, uma vez identificado determinado processo de globalização, o seu sentido e explicação integrais não podem ser obtidos sem se ter em conta os processos adjacentes de relocalização com ele ocorrendo em simultâneo ou sequencialmente. A globalização do sistema de estrelato de Hollywood contribuiu para a etnicização do sistema de estrelato do cinema hindu. Analogamente, os actores franceses ou italianos dos anos 60 - de Brigitte Bardot a Alain Delon, de Marcello Mastroiani a Sofia Loren - que simbolizavam então o modo universal de representar, parecem hoje, quando revemos os seus filmes, provincianamente europeus, se não mesmo curiosamente étnicos. A diferença do olhar reside em que de então para cá o modo de representar holliwoodesco conseguiu globalizar-se. Para dar um exemplo de uma área totalmente diferente, à medida que se globaliza o hamburger ou a pizza, localiza-se o bolo de bacalhau português ou a feijoada brasileira, no sentido em que serão cada vez mais vistos como particularismos típicos da sociedade portuguesa ou brasileira.

Uma das transformações mais frequentemente associadas à globalização é a compressão tempo-espaço, ou seja, o processo social pelo qual os fenómenos se aceleram e se difundem pelo globo. Ainda que aparentemente monolítico, este processo combina situações e condições altamente diferenciadas e, por esse motivo, não pode ser analisado independentemente das relações de poder que respondem pelas diferentes formas de mobilidade temporal e espacial. Por um lado, existe a classe capitalista transnacional, aquela que realmente controla a compressão tempo-espaço e que é capaz de a transformar a seu favor. Existem, por outro lado, as classes e grupos subordinados, como os trabalhadores migrantes e os refugiados, que nas duas últimas décadas têm efectuado bastante movimentação transfronteiriça, mas que não controlam, de modo algum, a compressão tempo-espaço. Entre os executivos das empresas multinacionais e os emigrantes e refugiados, os turistas representam um terceiro modo de produção da compressão tempo-espaço.

Existem ainda os que contribuem fortemente para a globalização mas que, não obstante, permanecem prisioneiros do seu tempo-espaço local. Os camponeses da Bolívia, do Perú e da Colômbia, ao cultivarem coca, contribuem decisivamente para uma cultura mundial da droga, mas eles próprios permanecem «localizados» nas suas aldeias e montanhas como desde sempre estiveram. Tal como os moradores das favelas do Rio, que permanecem prisioneiros da vida urbana marginal, enquanto as suas canções e as suas danças, sobretudo o samba, constituem hoje parte de uma cultura musical globalizada.

Finalmente, e ainda noutra perspectiva, a competência global requer, por vezes, o acentuar da especificidade local. Muitos dos lugares turísticos de hoje têm de vincar o seu carácter exótico, vernáculo e tradicional para poderem ser suficientemente atractivos no mercado global de turismo.

Para dar conta destas assimetrias, a globalização, tal como sugeri, deve ser sempre considerada no plural. Por outro lado, há que considerar diferentes modos de produção da globalização. Distingo quatro modos de produção da globalização, os quais, em meu entender, dão origem a quatro formas de globalização.

A primeira forma de globalização é o localismo globalizado. Consiste no processo pelo qual determinado fenómeno local é globalizado com sucesso, seja a actividade mundial das multinacionais, a transformação da língua inglesa em língua franca, a globalização do fast food americano ou da sua música popular, ou a adopção mundial das leis de propriedade intelectual ou de telecomunicações dos EUA.

À segunda forma de globalização chamo globalismo localizado. Consiste no impacto específico de práticas e imperativos transnacionais nas condições locais, as quais são, por essa via, desestruturadas e reestruturadas de modo a responder a esses imperativos transnacionais. Tais globalismos localizados incluem: enclaves de comércio livre ou zonas francas; desflorestamento e destruição maciça dos recursos naturais para pagamento da dívida externa; uso turístico de tesouros históricos, lugares ou cerimónias religiosos, artesanato e vida selvagem; dumping ecológico («compra» pelos países do Terceiro Mundo de lixos tóxicos produzidos nos países capitalistas centrais para gerar divisas externas); conversão da agricultura de subsistência em agricultura para exportação como parte do «ajustamento estrutural»; etnicização do local de trabalho (desvalorização do salário pelo facto de os trabalhadores serem de um grupo étnico considerado «inferior» ou «menos exigente»).

A divisão internacional da produção da globalização assume o seguinte padrão: os países centrais especializam-se em localismos globalizados, enquanto aos países periféricos cabe tão-só a escolha de globalismos localizados. O sistema-mundo é uma trama de globalismos localizados e localismos globalizados.

Todavia, a intensificação de interacções globais pressupõe outros dois processos, os quais não podem ser correctamente caracterizados, nem como localismos globalizados, nem como globalismos localizados. Designo o primeiro por cosmopolitismo. As formas predominantes de dominação não excluem aos Estados-nação, regiões, classes ou grupos sociais subordinados a oportunidade de se organizarem transnacionalmente na defesa de interesses percebidos como comuns, e de usarem em seu benefício as possibilidades de interacção transnacional criadas pelo sistema mundial. As actividades cosmopolitas incluem, entre outras, diálogos e organizações Sul-Sul, organizações mundiais de trabalhadores (a Federação Mundial de Sindicatos e a Confederação Internacional dos Sindicatos Livres), filantropia transnacional Norte-Sul, redes internacionais de assistência jurídica alternativa, organizações transnacionais de direitos humanos, redes mundiais de movimentos feministas, organizações não governamentais (ONG's) transnacionais de militância anticapitalista, redes de movimentos e associações ecológicas e de desenvolvimento alternativo, movimentos literários, artísticos e científicos na periferia do sistema mundial em busca de valores culturais alternativos, não imperialistas, empenhados em estudos sob perspectivas pós-coloniais ou subalternas, etc, etc.

O outro processo que não pode ser adequadamente descrito, seja como localismo globalizado, seja como globalismo localizado, é a emergência de temas que, pela sua natureza, são tão globais como o próprio planeta e aos quais eu chamaria, recorrendo ao direito internacional, o património comum da humanidade. Trata-se de temas que apenas fazem sentido enquanto reportados ao globo na sua totalidade: a sustentabilidade da vida humana na Terra, por exemplo, ou temas ambientais como a protecção da camada de ozono, a preservação da Amazónia, da Antártida, da biodiversidade ou dos fundos marinhos. Incluo ainda nesta categoria a exploração do espaço exterior, da lua e de outros planetas, uma vez que as interacções físicas e simbólicas destes com a terra são também património comum da humanidade. Todos estes temas se referem a recursos que, pela sua natureza, têm de ser geridos por fideicomissos da comunidade internacional em nome das gerações presentes e futuras.

A preocupação com o cosmopolitismo e com o património comum da humanidade conheceu grande desenvolvimento nas últimas décadas, mas também fez surgir poderosas resistências. O património comum da humanidade, em especial, tem estado sob constante ataque por parte de países hegemónicos, sobretudo dos Estados Unidos. Os conflitos, as resistências, as lutas e as coligações em torno do cosmopolitismo e do património comum da humanidade demonstram que aquilo a que chamamos globalização é na verdade um conjunto de arenas de lutas transfronteiriças.

Neste contexto é útil distinguir entre globalização de-cima-para-baixo e globalização de-baixo-para-cima, ou entre globalização hegemónica e globalização contra-hegemónica. O que eu denomino de localismo globalizado e globalismo localizado são globalizações de-cima-para-baixo; cosmopolitismo e património comum da humanidade são globalizações de-baixo-para-cima.

2. Os Direitos Humanos enquanto Guião Emancipatório

A complexidade dos direitos humanos reside em que eles podem ser concebidos, quer como forma de localismo globalizado, quer como forma de cosmopolitismo ou, por outras palavras, quer como globalização hegemónica, quer como globalização contra-hegemónica. Proponho-me de seguida identificar as condições culturais através das quais os direitos humanos podem ser concebidos como cosmopolitismo ou globalização contra-hegemónica. A minha tese é que, enquanto forem concebidos como direitos humanos universais, os direitos humanos tenderão a operar como localismo globalizado - uma forma de globalização de-cima-para-baixo. Serão sempre um instrumento do «choque de civilizações» tal como o concebe Samuel Huntington (1993), ou seja, como arma do Ocidente contra o resto do mundo ("the West against the rest"). A sua abrangência global será obtida à custa da sua legitimidade local. Para poderem operar como forma de cosmopolitismo, como globalização de-baixo-para-cima ou contra-hegemónica, os direitos humanos têm de ser reconceptualizados como multiculturais. O multiculturalismo, tal como eu o entendo, é pré-condição de uma relação equilibrada e mutuamente potenciadora entre a competência global e a legitimidade local, que constituem os dois atributos de uma política contra-hegemónica de direitos humanos no nosso tempo.

É sabido que os direitos humanos não são universais na sua aplicação. Actualmente são consensualmente identificados quatro regimes internacionais de aplicação de direitos humanos: o europeu, o inter-americano, o africano e o asiático. Mas serão os direitos humanos universais enquanto artefacto cultural, um tipo de invariante cultural, parte significativa de uma cultura global? Todas as culturas tendem a considerar os seus valores máximos como os mais abrangentes, mas apenas a cultura ocidental tende a formulá-los como universais. Por isso mesmo, a questão da universalidade dos direitos humanos trai a universalidade do que questiona pelo modo como o questiona. Por outras palavras, a questão da universalidade é uma questão particular, uma questão específica da cultura ocidental.

O conceito de direitos humanos assenta num bem conhecido conjunto de pressupostos, todos eles tipicamente ocidentais, designadamente: existe uma natureza humana universal que pode ser conhecida racionalmente; a natureza humana é essencialmente diferente e superior à restante realidade; o indivíduo possui uma dignidade absoluta e irredutível que tem de ser defendida da sociedade ou do Estado; a autonomia do indivíduo exige que a sociedade esteja organizada de forma não hierárquica, como soma de indivíduos livres (Panikkar 1984: 30). Uma vez que todos estes pressupostos são claramente ocidentais e facilmente distinguíveis de outras concepções de dignidade humana em outras culturas, teremos de perguntar por que motivo a questão da universalidade dos direitos humanos se tornou tão acesamente debatida. Ou por que razão a universalidade sociológica desta questão se sobrepôs à sua universalidade filosófica.

Se observarmos a história dos direitos humanos no período imediatamente a seguir à Segunda Grande Guerra, não é difícil concluir que as políticas de direitos humanos estiveram em geral ao serviço dos interesses económicos e geo-políticos dos Estados capitalistas hegemónicos. Um discurso generoso e sedutor sobre os direitos humanos permitiu atrocidades indescritíveis, as quais foram avaliadas de acordo com revoltante duplicidade de critérios. Escrevendo em 1981 sobre a manipulação da temática dos direitos humanos nos Estados Unidos pelos meios de comunicação social, Richard Falk identifica uma «política de invisibilidade» e uma «política de supervisibilidade». Como exemplos da política de invisibilidade menciona Falk a ocultação total, pelos media, das notícias sobre o trágico genocídio do povo Maubere em Timor Leste (que ceifou mais que 300.000 vidas) e a situação dos cerca de cem milhões de «intocáveis» na India. Como exemplos da política de supervisibilidade, Falk menciona a exuberância com que os atropelos pós-revolucionários dos direitos humanos no Irão e no Vietname foram relatados nos Estados Unidos. A verdade é que o mesmo pode dizer-se dos países da União Europeia, sendo o exemplo mais gritante justamente o silêncio mantido sobre o genocídio do povo Maubere, escondido dos europeus durante uma década, assim facilitando o contínuo e próspero comércio com a Indonésia.

A marca ocidental, ou melhor, ocidental liberal do discurso dominante dos direitos humanos pode ser facilmente identificada em muitos outros exemplos: na Declaração Universal de 1948, elaborada sem a participação da maioria dos povos do mundo; no reconhecimento exclusivo de direitos individuais, com a única excepção do direito colectivo à autodeterminação, o qual, no entanto, foi restringido aos povos subjugados pelo colonialismo europeu; na prioridade concedida aos direitos cívicos e políticos sobre os direitos económicos, sociais e culturais e no reconhecimento do direito de propriedade como o primeiro e, durante muitos anos, o único direito económico.

Mas há também um outro lado desta questão. Em todo o mundo milhões de pessoas e milhares de ONG's têm vindo a lutar pelos direitos humanos, muitas vezes correndo grandes riscos, em defesa de classes sociais e grupos oprimidos, em muitos casos vitimizados por Estados capitalistas autoritários. Os objectivos políticos de tais lutas são frequentemente explicita ou implicitamente anticapitalistas. Gradualmente foram-se desenvolvendo discursos e práticas contra-hegemónicos de direitos humanos, foram sendo propostas concepções não ocidentais de direitos humanos, foram-se organizando diálogos interculturais de direitos humanos. Neste domínio, a tarefa central da política emancipatória do nosso tempo consiste em transformar a conceptualização e prática dos direitos humanos de um localismo globalizado num projecto cosmopolita.

Passo a enumerar as principais premissas de uma tal transformação. A primeira premissa é a superação do debate sobre universalismo e relativismo cultural. Trata-se de um debate intrinsecamente falso, cujos conceitos polares são igualmente prejudiciais para uma concepção emancipatória de direitos humanos. Todas as culturas são relativas, mas o relativismo cultural enquanto atitude filosófica é incorrecto. Todas as culturas aspiram a preocupações e valores universais, mas o universalismo cultural, enquanto atitude filosófica, é incorrecto. Contra o universalismo, há que propor diálogos interculturais sobre preocupações isomórficas. Contra o relativismo, há que desenvolver critérios políticos para distinguir política progressista de política conservadora, capacitação de desarme, emancipação de regulação. Na medida em que o debate despoletado pelos direitos humanos pode evoluir para um diálogo competitivo entre culturas diferentes sobre os princípios de dignidade humana, é imperioso que tal competição induza as coligações transnacionais a competir por valores ou exigências máximos, e não por valores ou exigências mínimos (quais são os critérios verdadeiramente mínimos? os direitos humanos fundamentais? os menores denominadores comuns?). A advertência frequentemente ouvida hoje contra os inconvenientes de sobrecarregar a política de direitos humanos com novos direitos ou com concepções mais exigentes de direitos humanos (Donnelly, 1989: 109-24) é uma manifestação tardia da redução do potencial emancipatório da modernidade ocidental à emancipação de baixa intensidade possibillitada ou tolerada pelo capitalismo mundial. Direitos humanos de baixa intensidade como o outro lado de democracia de baixa intensidade.

A segunda premissa da transformação cosmopolita dos direitos humanos é que todas as culturas possuem concepções de dignidade humana, mas nem todas elas a concebem em termos de direitos humanos. Torna-se, por isso, importante identificar preocupações isomórficas entre diferentes culturas. Designações, conceitos e Weltanschaungen diferentes podem transmitir preocupações ou aspirações semelhantes ou mutuamente inteligíveis. Na secção seguinte darei alguns exemplos.

A terceira premissa é que todas as culturas são incompletas e problemáticas nas suas concepções de dignidade humana. A incompletude provém da própria existência de uma pluralidade de culturas, pois, se cada cultura fosse tão completa como se julga, existiria apenas uma só cultura. A ideia de completude está na origem de um excesso de sentido de que parecem enfermar todas as culturas, e é por isso que a incompletude é mais facilmente perceptível do exterior, a partir da perspectiva de outra cultura. Aumentar a consciência de incompletude cultural até ao seu máximo possível é uma das tarefas mais cruciais para a construção de uma concepção multicultural de direitos humanos.

A quarta premissa é que todas as culturas têm versões diferentes de dignidade humana, algumas mais amplas do que outras, algumas com um círculo de reciprocidade mais largo do que outras, algumas mais abertas a outras culturas do que outras. Por exemplo, a modernidade ocidental desdobrou-se em duas concepções e práticas de direitos humanos profundamente divergentes - a liberal e a marxista - uma dando prioridade aos direitos cívicos e políticos, a outra dando prioridade aos direitos sociais e económicos. Há que definir qual delas propõe um círculo de reciprocidade mais amplo.

Por último, a quinta premissa é que todas as culturas tendem a distribuir as pessoas e os grupos sociais entre dois princípios competitivos de pertença hierárquica. Um - o princípio da igualdade - opera através de hierarquias entre unidades homogéneas (a hierarquia de estratos socio-económicos; a hierarquia cidadão/estrangeiro). O outro - o princípio da diferença - opera através da hierarquia entre identidades e diferenças consideradas únicas (a hierarquia entre etnias ou raças, entre sexos, entre religiões, entre orientações sexuais). Os dois princípios não se sobrepõem necessariamente e, por esse motivo, nem todas as igualdades são idênticas e nem todas as diferenças são desiguais.

Estas são as premissas de um diálogo intercultural sobre a dignidade humana que pode levar, eventualmente, a uma concepção mestiça de direitos humanos, uma concepção que, em vez de recorrer a falsos universalismos, se organiza como uma constelação de sentidos locais, mutuamente inteligíveis, e que se constitui em redes de referências normativas capacitantes.

2.1. A hermenêutica diatópica

No caso de um diálogo intercultural, a troca não é apenas entre diferentes saberes mas também entre diferentes culturas, ou seja, entre universos de sentido diferentes e, em grande medida, incomensuráveis. Tais universos de sentido consistem em constelações de topoi fortes. Os topoi são os lugares comuns retóricos mais abrangentes de determinada cultura. Funcionam como premissas de argumentação que, por não se discutirem, dada a sua evidência, tornam possível a produção e a troca de argumentos. Topoi fortes tornam-se altamente vulneráveis e problemáticos quando «usados» numa cultura diferente. O melhor que lhes pode acontecer é serem despromovidos de premissas de argumentação a meros argumentos. Compreender determinada cultura a partir dos topoi de outra cultura pode revelar-se muito difícil, se não mesmo impossível. Partindo do pressuposto de que tal não é impossível, proponho a seguir uma hermenêutica diatópica, um procedimento hermenêutico que julgo adequado para nos guiar nas dificuldades a enfrentar, ainda que não necessariamente para as superar. Na área dos direitos humanos e da dignidade humana, a mobilização de apoio social para as possibilidades e exigências emancipatórias que eles contêm só será concretizável na medida em que tais possibilidades e exigências tiverem sido apropriadas e absorvidas pelo contexto cultural local. Apropriação e absorção, neste sentido, não podem ser obtidas através da canibalização cultural. Requerem um diálogo intercultural e uma hermenêutica diatópica.

A hermenêutica diatópica baseia-se na ideia de que os topoi de uma dada cultura, por mais fortes que sejam, são tão incompletos quanto a própria cultura a que pertencem. Tal incompletude não é visível do interior dessa cultura, uma vez que a aspiração à totalidade induz a que se tome a parte pelo todo. O objectivo da hermenêutica diatópica não é, porém, atingir a completude - um objectivo inatingível - mas, pelo contrário, ampliar ao máximo a consciência de incompletude mútua através de um diálogo que se desenrola, por assim dizer, com um pé numa cultura e outro, noutra. Nisto reside o seu carácter dia-tópico.

Um exemplo de hermenêutica diatópica é a que pode ter lugar entre o topos dos direitos humanos na cultura ocidental, o topos do dharma na cultura hindu e o topos da umma na cultura islâmica. Segundo Panikkar, dharma «é o que sustenta, dá coesão e, portanto, força, a uma dada coisa, à realidade e, em última instância, aos três mundos (triloka). A justiça dá coesão às relações humanas; a moralidade mantém a pessoa em harmonia consigo mesma; o direito é o princípio do compromisso nas relações humanas; a religião é o que mantém vivo o universo; o destino é o que nos liga ao futuro; a verdade é a coesão interna das coisas... Um mundo onde a noção de Dharma é central e quase omnipresente não está preocupado em encontrar o 'direito' de um indivíduo contra outro ou do indivíduo perante a sociedade, mas antes em avaliar o carácter dharmico (correcto, verdadeiro, consistente) ou adharmico de qualquer coisa ou acção no complexo teantropocósmico total da realidade» (1984:39).

Vistos a partir do topos do dharma, os direitos humanos são incompletos na medida em que não estabelecem a ligação entre a parte (o indivíduo) e o todo (o cosmos), ou dito de forma mais radical, na medida em que se centram no que é meramente derivado, os direitos, em vez de se centrarem no imperativo primordial, o dever dos indivíduos de encontrarem o seu lugar na ordem geral da sociedade e de todo o cosmos. Vista a partir do dharma, e na verdade também a partir da umma, como veremos a seguir, a concepção ocidental dos direitos humanos está contaminada por uma simetria muito simplista e mecanicista entre direitos e deveres. Apenas garante direitos àqueles a quem pode exigir deveres. Isto explica por que razão, na concepção ocidental dos direitos humanos, a natureza não possui direitos: porque não lhe podem ser impostos deveres. Pelo mesmo motivo é impossível garantir direitos às gerações futuras: não possuem direitos porque não possuem deveres.

Por outro lado e inversamente, visto a partir do topos dos direitos humanos, o dharma também é incompleto, dado o seu enviezamento fortemente não-dialético a favor da harmonia, ocultando assim injustiças e negligenciando totalmente o valor do conflito como caminho para uma harmonia mais rica. Além disso, o dharma não está preocupado com os princípios da ordem democrática, com a liberdade e a autonomia, e negligencia o facto de, sem direitos primordiais, o indivíduo ser uma entidade demasiado frágil para evitar ser subjugado por aquilo que o transcende. Além disso, o dharma tende a esquecer que o sofrimento humano possui uma dimensão individual irredutível: não são as sociedades que sofrem, mas sim os indivíduos.

Num outro nível conceptual pode ser ensaiada a mesma hermenêutica diatópica entre o topos dos direitos humanos e o topos da umma na cultura islâmica. Os passos do Corão em que surge a palavra umma são tão variados que o seu significado não pode ser definido com rigor. O seguinte, porém, parece ser certo: o conceito de umma refere-se sempre a entidades étnicas, linguísticas ou religiosas de pessoas que são o objecto do plano divino de salvação. À medida que a actividade profética de Maomé foi progredindo, os fundamentos religiosos da umma tornaram-se cada vez mais evidentes e, consequentemente, a umma dos árabes foi transformada na umma dos muçulmanos. Vista a partir do topos da umma, a incompletude dos direitos humanos individuais reside no facto de, com base neles, ser impossível fundar os laços e as solidariedades colectivas sem as quais nenhuma sociedade pode sobreviver, e muito menos prosperar. Exemplo disto mesmo é a dificuldade da concepção ocidental de direitos humanos em aceitar direitos colectivos de grupos sociais ou povos, sejam eles as minorias étnicas, as mulheres, as crianças ou os povos indígenas. Este é, de facto, um exemplo específico de uma dificuldade muito mais ampla: a dificuldade em definir a comunidade enquanto arena de solidariedades concretas, campo político dominado por uma obrigação política horizontal. Esta ideia de comunidade, central para Rousseau, foi varrida do pensamento liberal, que reduziu toda a complexidade societal à dicotomia Estado/sociedade civil.

Mas, por outro lado, a partir do topos dos direitos humanos individuais, a umma sublinha demasiado os deveres em detrimento dos direitos e por isso tende a perdoar desigualdades que seriam de outro modo inadmissíveis, como a desigualdade entre homens e mulheres ou entre muçulmanos e não-muçulmanos. A hermenêutica diatópica mostra-nos que a fraqueza fundamental da cultura ocidental consiste em estabelecer dicotomias demasiado rígidas entre o indivíduo e a sociedade, tornando-se assim vulnerável ao individualismo possessivo, ao narcisismo, à alienação e à anomia. De igual modo, a fraqueza fundamental das culturas hindu e islâmica deve-se ao facto de nenhuma delas reconhecer que o sofrimento humano tem uma dimensão individual irredutível, a qual só pode ser adequadamente considerada numa sociedade não hierarquicamente organizada.

O reconhecimento de incompletudes mútuas é condição sine qua non de um diálogo intercultural. A hermenêutica diatópica desenvolve-se tanto na identificação local como na inteligibilidade translocal das incompletudes. Um bom exemplo de hermenêutica diatópica entre a cultura islâmica e a cultura ocidental no campo dos direitos humanos é dado por Abdullahi An-na'im (1990, 1992). Existe um longo debate acerca das relações entre islamismo e direitos humanos e da possibilidade de uma noção islâmica de direitos humanos. Este debate abrange um largo espectro de posições e o seu impacto ultrapassa o mundo islâmico. Embora correndo o risco de excessiva simplificação, duas posições extremas podem ser identificadas neste debate. Uma, absolutista ou fundamentalista, é sustentada por aqueles para quem o sistema jurídico religioso do Islão, a Shari'a, deve ser integralmente aplicado como o direito do Estado islâmico. Segundo esta posição, há inconsistências irreconciliáveis entre a Shari'a e a concepção ocidental dos direitos humanos, e sempre que tal ocorra a Shari'a deve prevalecer. Por exemplo, relativamente ao estatuto dos não- muçulmanos, a Shari'a determina a criação de um Estado para muçulmanos que apenas reconhece estes como cidadãos, negando aos não-muçulmanos quaisquer direitos políticos. Ainda segundo a Shari'a, a paz entre muçulmanos e não-muçulmanos é sempre problemática e os confrontos podem ser inevitáveis. Relativamente às mulheres, o problema da igualdade nem sequer se põe; a Shari'a impõe a segregação das mulheres e, em algumas interpretações mais estritas, exclui-as de toda a vida pública.

No outro extremo, encontram-se os secularistas ou modernistas, que entendem deverem os muçulmanos organizar-se em Estados seculares. O Islão é um movimento religioso e espiritual e não político e, como tal, as sociedades muçulmanas modernas são livres de organizar o seu governo do modo que julgarem conveniente e apropriado às circunstâncias. A aceitação de direitos humanos internacionais é uma questão de decisão política independente de considerações religiosas. Apenas para dar um exemplo, entre muitos, desta posição: uma lei tunisina de 1956 proibiu a poligamia com o argumento de ter deixado de ser aceitável, tanto mais que a exigência corânica de justiça no tratamento das co-esposas era impossível de realizar na prática por qualquer homem, excepto o Profeta.

An-na'im critica estas duas posições extremas. A via per mezzo que propõe pretende encontrar fundamentos interculturais para os direitos humanos, identificando as áreas de conflito entre a Shari'a e «os critérios de direitos humanos» e estabelecendo uma reconciliação ou relação positiva entre os dois sistemas. O problema da Shari'a histórica é que exclui mulheres e não-muçulmanos do campo de reciprocidade. Para o resolver, é necessária uma reforma ou reconstrução da Shari'a. O método proposto para tal «Reforma islâmica» assenta numa revisão evolucionista das fontes islâmicas, que reconsidera o contexto histórico específico em que a Shari'a foi criada pelos juristas dos séculos VIII e IX. Nesse contexto histórico específico, uma construção restritiva do Outro e da reciprocidade foi provavelmente justificada. Hoje, porém, o contexto é totalmente diferente e é possível reencontrar nas fontes originárias do Islão plena justificação para uma visão mais ampla de reciprocidade.

Seguindo os ensinamentos de Maomé, An-na'im demonstra que uma análise atenta do conteúdo do Corão e do Suna revela dois níveis ou fases da mensagem do Islão: uma, do período da Meca Antiga, e outra, do período subsequente, de Medina. A mensagem primitiva de Meca é a mensagem eterna e fundamental do Islão, que sublinha a dignidade inerente a todos os seres humanos, independentemente de sexo, religião ou raça. Esta mensagem, considerada demasiado avançada para as condições históricas do século VII (a fase de Medina), foi suspensa e a sua aplicação adiada até que no futuro as circunstâncias a tornassem possível. O tempo e o contexto, diz An-na'im, estão agora maduros para tal.

Não me cabe avaliar a validade específica desta proposta para a cultura islâmica. Esta postura é precisamente o que distingue a hermenêutica diatópica do orientalismo. O que quero realçar na abordagem de An-na'im é a tentativa de transformar a concepção de direitos humanos ocidental numa concepção intercultural que reivindica para eles a legitimidade islâmica, em vez de renunciar a ela. Em abstracto e visto de fora, é difícil ajuizar qual das abordagens, a religiosa ou a secularista, terá mais probabilidades de prevalecer num diálogo intercultural sobre direitos humanos a partir do Islão. Porém, tendo em mente que os direitos humanos ocidentais são a expressão de um profundo, se bem que incompleto, processo de secularização, sem paralelo na cultura islâmica, estaria inclinado a sugerir que, no contexto muçulmano, a energia mobilizadora necessária para um projecto cosmopolita de direitos humanos poderá gerar-se mais facilmente num quadro religioso esclarecido. Se este for o caso, a abordagem de An-na'im é muito promissora.

A hermenêutica diatópica não é tarefa para uma só pessoa, escrevendo dentro de uma única cultura. Não é, portanto, surpreendente que a abordagem de An-na'im, um genuíno exercício de hermenêutica diatópica, seja por ele conduzida com consistência desigual. Na minha perspectiva, An-na'im aceita demasiado fácil e acriticamente a ideia de direitos humanos universais. Apesar de este autor subscrever uma abordagem evolucionista e estar realmente atento ao contexto histórico da tradição islâmica, a sua interpretação resulta surpreendentemente ahistórica e ingenuamente universalista quanto à Declaração Universal dos Direitos Humanos. A hermenêutica diatópica requer não apenas um tipo de conhecimento diferente, mas também um diferente processo de criação de conhecimento. A hermenêutica diatópica exige uma produção de conhecimento colectiva, interactiva, intersubjectiva e reticular.

A hermenêutica diatópica conduzida por An-na'im a partir da perspectiva da cultura islâmica e as lutas pelos direitos humanos organizadas pelos movimentos feministas islâmicos, seguindo as ideias da «Reforma islâmica» por ele propostas, têm de ser complementadas por uma hermenêutica diatópica conduzida a partir da perspectiva de outras culturas e, nomeadamente, da perspectiva da cultura ocidental dos direitos humanos. Este é provavelmente o único meio de integrar na cultura ocidental a noção de direitos colectivos, os direitos da natureza e das futuras gerações, bem como a noção de deveres e responsabilidades para com entidades colectivas, sejam elas a comunidade, o mundo ou mesmo o cosmos.

Mais genericamente, a hermenêutica diatópica oferece um amplo campo de possibilidades para os debates que estão actualmente a ocorrer nas diferentes regiões culturais do sistema mundial sobre os temas gerais do universalismo, relativismo, multiculturalismo, pós-colonialismo, quadros culturais da transformação social, tradicionalismo e renovação cultural. Porém, uma concepção idealista de diálogo intercultural poderá esquecer facilmente que tal diálogo só é possível através da simultaneidade temporária de duas ou mais contemporaneidades diferentes. Os parceiros no diálogo são apenas superficialmente contemporâneos; na verdade, cada um deles sente-se apenas contemporâneo da tradição histórica da sua cultura. É assim sobretudo quando as diferentes culturas envolvidas no diálogo partilham um passado de sucessivas trocas desiguais. Que possibilidades existem para um diálogo intercultural se uma das culturas em presença foi moldada por massivas e prolongadas violações dos direitos humanos perpetradas em nome da outra cultura? Quando as culturas partilham tal passado, o presente que partilham no momento de iniciarem o diálogo é, no melhor dos casos, um quid pro quo e, no pior dos casos, uma fraude. O dilema cultural que se levanta é o seguinte: dado que, no passado, a cultura dominante tornou impronunciáveis algumas das aspirações à dignidade humana por parte da cultura subordinada, será agora possível pronunciá-las no diálogo intercultural sem, ao fazê-lo, justificar e mesmo reforçar a sua impronunciabilidade?

Imperialismo cultural e epistemicídio são parte da trajectória histórica da modernidade ocidental. Após séculos de trocas culturais desiguais, será justo tratar todas as culturas de forma igual? Será necessário tornar impronunciáveis algumas aspirações da cultura ocidental para dar espaço à pronunciabilidade de outras aspirações de outras culturas? Paradoxalmente - e contrariando o discurso hegemónico - é precisamente no campo dos direitos humanos que a cultura ocidental tem de aprender com o Sul para que a falsa universalidade atribuída aos direitos humanos no contexto imperial seja convertida, na translocalidade do cosmopolitismo, num diálogo intercultural.

O carácter emancipatório da hermenêutica diatópica não está garantido a priori e, de facto, o multiculturalismo pode ser o novo rótulo de uma política reaccionária. Basta mencionar o multiculturalismo do primeiro ministro da Malásia ou da gerontocracia chinesa quando se referem à "concepção asiática de direitos humanos" para justificar as conhecidas e as desconhecidas "Tianamens". Para prevenir esta perversão, dois imperativos interculturais devem ser aceites por todos os grupos empenhados na hermenêutica diatópica. O primeiro pode formular-se assim: das diferentes versões de uma dada cultura, deve ser escolhida aquela que representa o círculo mais amplo de reciprocidade dentro dessa cultura, a versão que vai mais longe no reconhecimento do outro. Como vimos, das duas diferentes interpretações do Corão, An-na'im escolhe a que possui o círculo mais amplo de reciprocidade, a que abrange igualmente muçulmanos e não-muçulmanos, homens e mulheres. O mesmo procedimento deve ser adoptado na cultura ocidental. Das duas versões de direitos humanos existentes na nossa cultura - a liberal e a marxista - a marxista deve ser adoptada, pois amplia para os domínios económico e social a igualdade que a versão liberal apenas considera legítima no domínio político.

O segundo imperativo intercultural pode ser enunciado do seguinte modo: uma vez que todas as culturas tendem a distribuir pessoas e grupos de acordo com dois princípios concorrentes de pertença hierárquica, e, portanto, com concepções concorrentes de igualdade e diferença, as pessoas e os grupos sociais têm o direito a ser iguais quando a diferença os inferioriza, e o direito a ser diferentes quando a igualdade os descaracteriza. Este é, consabidamente, um imperativo muito difícil de atingir e de manter. Os Estados constitucionais multinacionais como a Bélgica aproximam-se dele em alguns aspectos. Existe neste momento grande esperança que a África do Sul venha a ser outro exemplo.

3. Conclusão

Na forma como são agora predominantemente entendidos, os direitos humanos são uma espécie de esperanto que dificilmente se poderá tornar na linguagem quotidiana da dignidade humana nas diferentes regiões do globo. Compete à hermenêutica diatópica proposta neste artigo transformá-los numa política cosmopolita que ligue em rede línguas nativas de emancipação, tornando-as mutuamente inteligíveis e traduzíveis. Este projecto pode parecer demasiado utópico. Mas, como disse Sartre, antes de ser concretizada, uma ideia tem uma estranha semelhança com a utopia. Seja como for, o importante é não reduzir o realismo ao que existe, pois, de outro modo, podemos ficar obrigados a justificar o que existe, por mais injusto ou opressivo que seja.

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2 comentários:

Inês Branco disse...

Olá! Gostaria de saber onde é que este artigo saiu originalmente. Se o quiser utilizar como bibliografia, preciso saber isso...
Muito obrigada.
Caso prefira responder por email, é branco.ines@gmail.com

lpcyusa disse...

Monday, April 20, 2009
Robert Latham at New School Allowed Ethnic Albanian To Condone Genocide Against Serbian Orthodox Christians in Kosovo Posted 3/2/2009 2:37 PM EST

Miss Jill Louis Star wrote:

/>> > Dear Friends: I have told this factual autobiographical account prior. However, this
was during the height of NATO’s illegal war launched against Jugoslavija so I am unsure if this e-mail ever reached the entire audience for which it was intended. Hence, I am re-sending a brief account of whereby one United States University in New York City assisted Bill Clinton and Tony Blair in plotting, orchestrating, launching and perpetuating Albanian-KLA Nationalism and ethnic genocide directed against the Orthodox Christian Serbs in Kosovo. (See Attachment for formal proof).
/>> >
/>> > I. It was in the Fall of 1997, my first semester in graduate school at the New School for Social Research when I noticed the bulletin on the wall that announced the Albanian Pro-KLA Nationalist Fatmos Ljubonia was going to give a lecture on Albanian Nationalism at the New School for Social Research in NYC (5th and 14th Streets in Wolffe Conference Room 2nd floor). This lecture was undoubtedly funded by the USIP and the WPI (the World Policy Institute resides on the fourth floor of the schools location).
/>> >
/>> > II. Evidently, this particular lecture sparked my interest like none other owing to my serious commitment in following the various political & international trends regarding the Kosovo / Serbia & Bosnia wars and what would occur next. Therefore I made it my business to sit in on this lecture.
/>> >
/>> > III. At that time, primarily the students attending this lecture and (it was a full house) were from parts of the world (like Asia) who knew nothing about Serbia and Kosovo. So they were very interested to hear what Fatmos Ljubonia had to say about the plight of the ethnic Albanians in Kosovo. There were only two graduate students who really knew what was going on in Kosovo at that time between the Albanians and the Serbs. (me and this Albanian student). I sat in for about 1 and 1/2 hours taking notes and listening. Then I left. Here is a short and brief description of the lecture.
/>> >
/>> > IV. Primarily Fatmos at first attempted to elicit as much sympathy as humanly possible from the New School graduate students. He began the lecture by explaining that the Serbian government had imprisoned him for 20 years. and treated him in an inhumane manner. He did not explain why to us.
/>> >
/>> > V. He quickly then shifted (to be blunt)–he spent the rest of his lecture lying to the
(students) about the current situation in Kosovo. He supplied lies as answers to the students questions about Serbia, Albania and Kosovo and Fatmos completely bad-mouthed the Serbian government blaming it, for myriad human right violations not only committed against him (as he claimed) but also against him all ethnic Albanians in Kosovo.
/>> >
/>> > VI. He completely this question and answer session quite pleased with himself since most of my classmates later indicated to me that they were shocked to hear about the conditions under which Fatmos claimed the ethnic Albanians were living under in Kosovo. I knew the man was a filthy liar but I could not say anything at the time. So he lied lied and he lied more!

VI. As I said I left early but I will never forget his phrase stating: “I, Fatmos Ljubonia, have come to the New School for Social Research to ask you, The New School students, to give me, Fatmos Ljubonia, new creative nationalist ideas to PROMOTE AND TO CONSTRUCT A GREATER ALBANIA!”
/>> >
/>> > VII. Now there were a hell of a lot of New School faculty members also present who knew the truth about what really was going on between Serbia, the Western liberal think tanks at the New School for Social Research and their king, Bill Clinton regarding Kosovo. However, evidently these were the same political science professors such as David PLotke who later tossed me out of graduate school only three weeks prior my anticipated MA graduation date on April 22 1999 at knife point (we all know about my Civil Rights Case against the school #02-99-2132.
/>> >
/>> > VIII. I, Jill Starr have always stood up for the right political and social group, the Serbs of course. For it was not the Serbian authorities fault that NATO members and their corrupted politicians with a guilty as hell mens rea instigated and escalated the present ethnic contentions and genocide now occurring in Kosovo today!
/>> >
/>> > XV. For this reason it does not surprise me that the semester before I was tossed out of school by POL SCI DEPT. CHAIR David Plotke, during my classes with the renown Robert Latham (from the SSRC in NYC) no one did anything when my Albanian classmate stated in front of many UN Diplomats that he 100% promoted “ethnic genocide against the Orthodox Christian Serbs in Kosovo!” Of course I reported the incident to both my human rights professor Adamantia Polllis and also the Dept. Chair David Plotke, yet neither of them did a damn thing! What they did do is allow my Albanian classmate to continue going to school and graduate while they decided to throw me out of school and ruin my life to the best of their corrupt abilities!
/>> >
/>> > X. The Albanian classmate of mine even said to me in front of Robert Latham’s entire class (FALL 1998) this to me when I said I’d like to see a copy of his paper which he said is written to promote ethnic genocide against Orthodox Christian Serbs in Kosovo this— />”Jill, you will surely die before you ever see my term paper!” The New School faculty threw me out and kept the genocidal Albanian on April 22 1999! See attachments!
/>> >
/>> > PS: I’d like to give some lectures describing this experience in America to my friends in Serbia. David PLotke even came towards me with a swiss army knife!
/>> >
/>> > Respectfully,
/>> > Miss Jill Louise Starr USA
/>> > PO BOX 635
/>> > Newfoundland NJ 07435 USA
/>> > (973) 208-8372
/>>

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Monday, April 20, 2009
The New School for Social Research and how they spend US tax dollars! Posted 3/2/2009 2:35 PM EST

Read about the New School for Social Research and how they spend US tax dollars! What do you say now Kerry?

Dear Provost of NEW SCHOOL FOR SOCIAL RESEARCH JONATHON FANTON[ NEW YORK CITY 212-229-5777]:

I am requesting a formal hearing by the New School University Wide Committee on Harassment. I have filed numerous and grave discriminatory harassment complaints against certain New School Graduate Faculty Officials as well as professors. My complaints have not been appropriately dealt with or resolved in either an honest or a moral manner by New School Graduate Faculty members as far as I am concerned. Furthermore, Eliza Nichols, the very first person against whom I filed an initial complaint against for her emotionally abusive behavior directed at me on March 30th, 1999, (as Dean McIntyre is well aware of), is in a DIRECT “conflict of interest” when it comes to dealing with any other complaints that I may have filed. She should neither be meddling nor partaking in my legal New School complaint mediation process, unless, it concerns the complaint that I filed against her. I am a State of NJ Certified Court Mediator so I familiar with these issues. Eliza presumably is one of the few persons who Dean McIntyre seems to be dealing with (see the CC on his letters, which bar me from future studies at the New School, dated May 29 1999).

I allege that certain New School Graduate Faculty Department Officials have been impeding, and with malicious intent, my: graduating from the New School for Social Research which was supposed to take place this past week. Registering for any class given at the New School University regardless of either a) the division, or b) even if I have the cold cash to pay for classes by myself. This is explicit and direct, Discriminatory Harassment! These are VERY serious Civil Right violations that have been committed directly against me by many New School Graduate Faculty Members and I want them seriously investigated. I further allege:


Professor Louise Tilly gave me a bad grade of a C- last semester Fall 1998) due to her discriminating against me for my strong belief in God. I allege Professor Tilly clearly disdains my Orthodox Christian Faith. Her assistant professor was an atheist man from Iran. I have both Atheist and Human Secularist friends. I never encountered any
such a problems prior either in or out of university settings before I took, Professor Tilly’s historiography class last semester. All one needs to do is to view a few of the copy written works written by Charles and Louise Tilly to clearly see their seemingly clear distaste for religion in general. In one such work that I ironically read for another class there were quotes from Mr. and Mrs. Tilly, on religion. It went something like this: ‘religion must be destroyed because it is the opiate of the people and also it impedes Marxist-Communist Revolutions.’ I also allege that Professor Tilly does not have the historical background and/or knowledge necessary for grading pre-Revolutionary Theological Orthodox Christian Historical sources to enable her to grade my historiography paper on Empress Aleksandra from the, Fall 1998 semester.

I am a member of the Int’l Romanov Society. The Orthodox Christian Church is prepared to support my case against Ms. Tilly. Various Church members and even Archbishop have seen Professor Tilly’s comments on my paper. They also have seen the manner in which Professor Tilly revised my Orthodox Christian Theological sources which were in quotes in my paper. The Church will be my witness against Ms. Tilly at this hearing that I am now requesting! To me, what Professor Tilly has done even worse than pure plagiarism! I have a copy of the paper here.

Almost all her corrections are either “crossing directly through my religious references to God/religion”, and/or revising the meaning of my theological sources entirely. This is not acceptable behavior from a New School Professor. As for Professor Tilly’s own complaints about the “formatting” of the paper. Ms.Tilly readily admits to having lost my original paper. I therefore had to give her a rough draft of an old paper from last semester. Luckily I had left after I had a hard disk crash left year.

Therefore is Professor Tilly is displeased with my formatting, it is her own fault since she admits to printing this rough draft from an e-mail attachment herself! I have proof here. I also have a note here from Ms. Louise Tilly indicating that she would be happy to allow me to “revise” the paper. However, the Orthodox Christian Church and I both agree that the substance of the paper should remain as is. It is important for Historians to understand whereby Orthodox Christians understand and conduct “historiography.”

I took the Cultural approach to historiography that President of the American Historical Association took, Lynn Hunt, in the book that I read for Ms. Tilly’s class entitled, “Telling the Truth about History.” (I have a copy Professor Tilly’s syllabus). As for my more serious complaint against Professor Plotke. On April 22,1999 Professor Plotke and I had a meeting to discuss my future at the New School. David Plotke has barred my registering for: Fall 1999, summer 1999 classes, and also any future studies at the New School.

I still am told by Dean McIntyre that Jill Starr is absolutely forbidden to so much as take one class now or in the future at the New School for Social Research, even, if I personally pay for a class with my own cash! The New School has ads in both NYC Newspapers, and also Subways in NYC for students. Hence, I find it exceedingly discriminatory that Jill Starr is being told that she has not has human right to register for summer classes or any other classes at the New School University.

Back to David Plotke now: On April 22, 1999 at approximately 5-5:30pm, Professor David Plotke called me into his office and told me that I was no longer a student at the New School! I had no prior oral or written warning before David Plotke told me that I was no longer a New School student in his very emotionally abusive manner! Furthermore, I, Jill Starr, never once broke any New School rule or regulation as Dean McIntyre’s May 29th 1999 letter confirms. In this letter May 29, 1999 (I will send you the copies of it) Dean McIntyre states that he and the New School Graduate Faculty all “met”, and collectively decided to strangle and condemn to “death”, Jill Starr’s future studies at the New School for Social Research. Also, Professor and Chair of Political Science David Plokte used a “non-verbal” fighting word.

I allege Mr. David Plotke came towards me in his office with a small camping knife/file on that same date and time Moreover, David Plotke on that date tried to “BRIBE ME” into accepting his so called “deal”. In David Plotke’s “deal”, he tried to verbally coerce me to accept this following “bribe” (I am truthful and it was a BRIBE!): David Plotke’s “bribery story” goes like this: ‘I David Plotke am willing to offer you (Jill Starr), a deal/BRIBE… since you are no longer welcomed to take classes at the New School....you can accept that your future studies and any hopes for entering into the Ph.D. program are through…and Jill, if you agree to not cause me any problems (like filing complaints against David Plotke he meant to say).and you (Me) take this bribe nicely, then I, David Plotke, will read over your MA Thesis and allow you to one day graduate.’ I REFUSED TO ACCEPT DAVID’S BRIBERY! He got angry and told me to get out of his office. I went directly to the Office of Student Affairs and then I filed a formal complaint in my own hand writing (I have a copy here and it will be mailed to you certified next Tuesday after Labor Day).

David Plotke is unsure as to whether my voice activated “mike was on” at the time since David also said basically, ‘Either, ‘Jill Starr accepts my deal and she does not register for Fall l999 classes at the New School OR, she never Graduates at all.” This is illegal behavior that David Plotke took part in, never mind it being 100% underhanded and also unethical!

Now let me explain some of my complaint against Eliza Nicholas: Eliza Nicholas is woman whom I have a clear open and shut case against! I will prove to the world if necessary that on March 30 1999 when I met with Eliza, she was only acting as David Plotke’s, “hatchet woman” (David did not want to do the toss Jill Starr out of the New School “dirty work himself, obviously we know why.

So Eliza Nicholas attempted to verbally abuse me into, and in the process of such abuse, Eliza proceeded to clearly “lie” to me (a student at the New School at the time), about New School student regulations which is a VERY, serious offence. (I am sure that you all would agree). Eliza Nicholas on March 30 1999 told me that I had no “choice”. She told me that Jill Starr MUST, take an, “indefinite leave of absence from the New School in the Fall 1999 semester.” I refused to do this! I STILL REFUSE TO DO IT!

My doctor thinks that my attending the New School is the best thingfor helping my emotional well being (minus any abusive discriminatory harassment from any New School Officials)! Now Eliza told me that after I took this “indefinite leave of absence” in the Fall of 1999, that “you (Jill) cannot come back to the New School as a student ‘Jill IS EVALUATED BY NEW SCHOOL PSCCHIATRISTS!” Eliza also told me,’YOU MUST CHANGE YOU MEDICATIONS JILL— BEFORE YOU RETURN TO THE NEW SCHOOL!’ My doctor called Professor Adamantia Pollis about this incident and I am sure that Addie will fill you all in on the discourse between herself, and my doctor about the Eliza incident!’ My doctor fully is against this inhumane treatment directed against me by New School Professors and Officials! I have become exceedingly depressed with suicidal feeling (and increased anxiety) because of the manner in which the New School has treated my complaints! This has impaired most of my daily functions, including writing my paper this Summer for Addie Pollis! My doctor says it is absolutely absurd that Eliza demand from me (she has no authority to tell me that I am no longer a student! And as far as David Plotke goes, David can only bar me from future studies WITH THE PROVOST’S Permission (see page 63 student handbook) And this is a power that only the New School, PROVOST has that David Plotke took into his own hands by DISMISSING ME, A STUDENT ON THE SPOT on April 22, 1999!

Prof. Plotke took matters into his own hands (the law into his own hands it seems when he in an extremely criminal manner to told me, Jill Starr, that I should leave the school 4-ever. Eliza also demanded that I take an immediate leave of beginning this Fall 1999. BUIT NOW: Dean McIntyre and Eliza (see letters to come via certified mail), that Jill Starr am, thrown out of the the New School Completely! This is criminal behavior and nothing more! Even my doctor states that the Fall 1999 semester is almost half a year away! She thought that I need time off this summer perhaps! I get it anyway it seems!

Then we have the grave matter of Eliza Nicholas VIOLATING MY FEDERAL HUMAN RIGHTS (US LAW)! She violated the patient - client federal confidentiality law when Eliza Nicolas, after I told her that in NO MANNER WOULD I ALLOW HER TO CALL MY DOCTOR WITHOUT MY WRITTEN CONSENT, she did it anyway! She called Dr. Charlotte Piuck and without my legal written consent to attempt to get my doctor to tell her, that “I was dangerous”. I allege that she committed this illegal and mindless Action only for the purpose of Eliza 1) trying to assist David Plotke throw me out of the New School in an emotionally abusive manner, and 2) to protect her own job because I also accused her of violating my “CIVIL RIGHTS”!

This is entirely inappropriate behavior for New School Graduate Faculty Members to engage in! Then I have Dean McIntyre’s letters (this is what this is a response to). I allege that Linda Reimer lied in those letter as did Dean McIntyre. Either this, or, they do not have proper information or memories. Also there is the grave issue of Nancy Shealy e-mailing me to inform that “David will be away until August 1999 so not to come to meet with him on April 22 1999.”! I complained against Nancy Shealy also (I have copies!)Since Addie Pollis e-mailed me (I have copies), saying that she will have no choice but to” support the New School” in their Criminally Abusive Civil Right Violations against me.

By the way Addie, I hope that you change you mind now after you know the FULL TRUTH!) ..........I now allege, that Professor Pollis has rejected at least FOUR, 10-15 page term papers I submitted to her this semester as rough drafts for my completing her course requirement for the, Politics of Development. It is quite clear at this point (I have seen this before many a time over) that New School Officials are impeding my completing Addie Pollis’a class. How? They are pressuring Addie Pollis I allege and am ready to prove, not to allow me to “pass her class”. Illegal, yes, but it happens all the time!

Furthermore, Addie Pollis is a professor I have always greatly admired. Admantia Pollis and I never prior, had any problems about her “understanding my topics/papers.” In fact, Addie Pollis IS, the ONLY Professor that I can still “somewhat respect” at the New School now. From my first semester at the New School, Addie Pollis came to me and asked me “WHEREFORE MY WRITING WAS SO FRAGMENTED”. (I have an attention deficit disorder, which worsens with stress)! Addie and only Anthony Pereira have attempted to accommodate my disability! David Plotke “said it is not up for discussion on April 22 1999 when he through me out of the New School!” Gee, thanks David (for nothing that is)!

In fact Addie Pollis, she has up to now always assisted me because she knows that Jill Starr has been on permanent disability for about 9 years (SOCIAL SECURITY). Anthony Pereira was another very good professor.

I took his class Military State and Society (A PRO-SEMINAR DAVID!) in my Fall 1997 semester at the New School. I was told by BOTH 1) David Plotke, and 2) JIM NOLT, that later this class could perhaps be used as a pro-seminar.

There are the other 3 credits David Plotke you claim that impede
my graduation! Most every one of the University Officials whom I have filed official complaints against for they’re abusive discriminatory harassment against me should not, and this goes double for the case of Ms. Eliza Nichols who has a direct conflict of interest in my case since I have filed a formal complaint against her. Professor David Plotke suspended me from the New School and also any future studies on April 22, 1999 in an emotionally and threatening manner with no prior notice! (SEE PAGE 63 STUDENT HANDBOOK ON THE PROVOST HOLDING THATEXECUTIVE POWER PROF. PLOTKE. Any questions? Good.

Please start investigations leading to a hearing in reference to my complaints right away. As for Ms. Louise Tilly who contrary to what Linda Reimer stated in her letter (see cc: to Dean McIntyre dated May 29 1999) I never met with Miss Tilly to resolve my “complaint informally.” Lies and more *amned lies! I never had a 2.2 GPA and when I came to the New School my GPA was 3.57 from previous school! Not as Dean McIntyre says it is now, a 2.2!

I not only allege that Ms. Tilly discriminated against me on 1) religiousgrounds,2)-I petition for a grade change, and 3) I still allege she has not the knowledge to grade a paper using pre-Revolutionary Russia Theological sources! I want a formal hearing about my complaints against: David, Louise, Shealy, Nicholas, and now I am bordering on suing the school in general!

Respectfully Submitted,

Jill L Starr

PS: I WANT TO REGISTER FOR CLASSES ON TUESDAY THIS WEEK.

Post your own opinion for: DAVID PLOTKE AND DEAN MCINTYRE v. US DEPT OF EDUCA

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Office for Civil Rights & US Dept. of Education (District II / NY)
Mr. John Carroll
75 Park Place
New York, NY 10007

Jill L Starr
PO BOX 635
Newfoundland NJ 07435

Re: Civil Rights Case# 02-99-2132
Dear Mr. Carroll,
I am writing you concerning a matter of grave and immanent importance regarding my Appeal on Civil Rights Case #02-99-2132.
As you may be aware, I was granted an extension of time by the New School for Social Research to satisfy the incomplete grade in the course entitled Political Development taught by Professor Adamantia Pollis which I was forced to accept an incomplete grade in last Spring 1999. The extension granted to me gives me until mid-May 2000 to complete the paper which is the principle requirement for this course.
In order to complete this paper I need to consult with Professor Pollis, and also have access to the New School University Library which has been denied me in spite of repeated requests to allow me access to this and other necessary New School facilities.
It may be of further interest to note, that I am currently on a medical leave of absence from the University that I currency attend. Hence, I wish to seek a further extension of the deadline for completion of this course.
I have attempted to contact all of the administrators of the New School for Social Research involved in my Civil Rights Case# 02-99-2132 including Nancy Shealy (Political Science Dept. Secretary) who has repeatedly hung up on my telephone calls on all occasions to the school which have all been without success.
Furthermore, the New School administration had assured me that I would be granted access to necessary library and other facilities if I contacted the New School VP of Student Affairs Ms. Linda Reimer who would arrange for security guards to accompany me.
Needless to say this has caused me to suffer grave emotional consequences. VP Linda Reimer has persistantly refused for the last six months to honour this and other New School agreements concerning the aforementioned.
If the New School persists in this refusal to honor its own agreements, I think it is only fair that they should immediately grant me a monetary refund for the tuition I paid for Professor Pollis’s Political Development course ASAP.
I can supply strong evidence to support these assertions and I would appreciate your earliest attention to this matter. Thanking you in advance for your gracious help. I remain

Respectfully Yours,

Miss Jill Louise Starr
(973) 208-8372
Go TO MY WEB SITE TOI SEE TEH SCANNED EVIDENCE!
http://members.tripod.com/Thaissa/first.htm

==================================================================
New School Professor Louise Tilly Fails Russian

Friday, April 24, 2009
Vladyko Theodore Grrew Up in Tsar Nicholas Palace Old Russia


His grave site is here in West Milford and I try to visit his grave often as possible.

In Orthodox Christian Churches worldwide, it is well documented that many years ago when president of Peugeot Oil Company in France was still alive; he wrote his will. After passing away, in his will he designated Vladyko Theodore that you see in the photo above, to undertake his funeral services. This was when Vladyko Theodore was a much younger man; my story can be verified.

Vladyko Theodore who was not in France at the time of his death, came thereto as wishes in the will revealed. There were several close relatives and friends at the funeral services witnessesing this, then. Vladyko Theodore as I am told walked into a room where the dead man laid closing the door.

After about an hour of praying in the room alone, Vladyko Theodore walked out with the formerly dead president of the aforementioned oil company alive (the man walked out with VLadyko Theodore ALLIVE, in other words). The variant persons waiting outside the door claim to have seen an ’uncreated light’ emanating from the room in which Vladyko Theodore prayed with the dead man; from whence the light emerged it is unknown.

This is only one of the many miracles Vladyko Theodore is known for. Before Romanov family in Russia was executed by the Bolshevik’s, Empress Alexandra gave to Vladyko Theodore (+), the beard of Saint Seraphum of Sarov. It was in his possession until he passed it onto a monastic order of monks in Texas in the United States before the year 2000.

Moreover, we here in West Milford, NJ had an Orthodox Christian priest join us from England. His name was, Father James; he recently passed on. He had worked for England’s police force; he had his leg/s amputated (I don’t remember now if both were amputated or merely one).

Notwithstanding, before he came to stay at the Holy Name Abbey in West Milford NJ where I attend church, he was scheduled in England for surgery; he had prostate cancer. The evening prior to his surgery, he claims Vladyko Theodore (who had long since passed away) came to him in a vision telling him his cancer would be cured, but he would have to pray harder for God to cure his Kisney damage (I am unsure what this meant-pray harder) but this is whereby he explained to me his story.

The next morning he went to the hosptial in England where he was scheduled for cancer surgery. Upon entering the hospital, he asked the doctors to re-examine him to see if he still had prostate cancer; the doctors replied ”this is ridiculous, of course you still have cancer...” After strongly insisting, the doctor’s re-examined him and they were astounded to discover his cancer was truely gone.


More true stories about my former spiritual father soon.

Louise Tilly at the New School for Social Research in Manhattan, failed me in my required class ”historiography” doing all she could to forbid me in writing my paper on the subject of Russian royalty, God and/or Vladyko Theodore (she herself was a self proclaimed feminine Marxist).

She could NEVER have herself, found these amazing historical facts on the Russian Romanov family from other primary sources than myself really becuse most have died. You’d think she’d be interested in the subject; not so!

I am one of the only American women ever possessing historical primary resources on the Romanov family from Vladyo Theodore and also from my lady friend whose father was for a short time before he was assasinated, the King of Serbia.

Liljana Piper is a former Serbian Duchess and her and her family used to live at the Holy Name Abbey in West Milford for about 25 years. They recently returned to Serbia after becomming American citizens.

I am very sad because Liljana has cancer now and is very ill. I always wanted to see her again; she is like a mother to me. I don’t have funds to visit her in Beograd.

She married Serbia’s most famous football / soccer player, Branko Piper who is in the World ALmanac for managing to keep the same soccer position for the longest time of anyone in the world.

I met a man whose nickname was, ”LaAstBaron” when I used to go on the Prodigy chatrooms.

He was a Hungarian Baron; last in his line of sucession he informed me. He now works in diplomatic capacity at a Hungarian Embassy in the Consul section. I have not spoken with him in many years.

He came to visit with me when I lived in Newfoundland NJ off Route 23 Nrth by Oak Ridge Road. He was engaged to a Serbian woman at the time.

He came to visit for the purpose of my introducing him to my freind Liljana Piper (her maiden name was Voyonivoc-I cannot spell it correctly now please forgive me).

They wanted to meet and discuss the ousting of the monarchy in their respective countries and also chat about the rich history shared between their two respective countries (Hungary and Yugoslavia).

It was like Camelot.

You should have been there when the Hungarian Baron knelt before Liljana, kissing her hand and both of them after so many years of tensions between Hungary and Yugoslavia resolved so many differences and became friends.

I am hnoored to have been a part of that meeting.

’Last Baron’ I meant. Sorry I mispelled.

He lived in Staten Island; this is a fe verifiable verity.
Posted by lpcyusa at 10:57 AM 0 comments
Re: Civil Rights Case# 02-99-2132

Office for Civil Rights & US Dept. of Education (District II / NY)
Mr. John Carroll
75 Park Place
New York, NY 10007

Jill L Starr
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Newfoundland NJ 07435

Re: Civil Rights Case# 02-99-2132

Dear Mr. Carroll,
I am writing you concerning a matter of grave and immanent importance regarding my Appeal on Civil Rights Case #02-99-2132.
As you may be aware, I was granted an extension of time by the New School for Social Research to satisfy the incomplete grade in the course entitled Political Development taught by Professor Adamantia Pollis which I was forced to accept an incomplete grade in last Spring 1999. The extension granted to me gives me until mid-May 2000 to complete the paper which is the principle requirement for this course.

In order to complete this paper I need to consult with Professor Pollis, and also have access to the New School University Library which has been denied me in spite of repeated requests to allow me access to this and other necessary New School facilities.
It may be of further interest to note, that I am currently on a medical leave of absence from the University that I currency attend. Hence, I wish to seek a further extension of the deadline for completion of this course.

I have attempted to contact all of the administrators of the New School for Social Research involved in my Civil Rights Case# 02-99-2132 including Nancy Shealy (Political Science Dept. Secretary) who has repeatedly hung up on my telephone calls on all occasions to the school which have all been without success.
Furthermore, the New School administration had assured me that I would be granted access to necessary library and other facilities if I contacted the New School VP of Student Affairs Ms. Linda Reimer who would arrange for security guards to accompany me.
Needless to say this has caused me to suffer grave emotional consequences. VP Linda Reimer has persistantly refused for the last six months to honor this and other New School agreements concerning the aforementioned.

If the New School persists in this refusal to honor its own agreements, I think it is only fair that they should immediately grant me a monetary refund for the tuition I paid for Professor Pollis’s Political Development course ASAP.
I can supply strong evidence to support these assertions and I would appreciate your earliest attention to this matter. Thanking you in advance for your gracious help. I remain

Respectfully Yours,

Miss Jill Louise Starr
(973) 208-8372
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Posted by lpcyusa at 10:17 AM 0 comments
Dear Provost of NEW SCHOOL FOR SOCIAL RESEARCH JONATHON FANTON[ NEW YORK CITY 212-229-5777]:

This is my original letter pleading to complete my education to pay off my student loans; I defaulted having my social security garnished now


Dear Provost of NEW SCHOOL FOR SOCIAL RESEARCH JONATHON FANTON[ NEW YORK CITY 212...]:

I am requesting a formal hearing by the New School University Wide Committee on Harassment. I have filed numerous and grave discriminatory harassment complaints against certain New School Graduate Faculty Officials as well as professors. My complaints have not been appropriately dealt with or resolved in either an honest or a moral manner by New School Graduate Faculty members as far as I am concerned. Furthermore, Eliza Nichols, the very first person against whom I filed an initial complaint against for her emotionally abusive behavior directed at me on March 30th, 1999, (as Dean McIntyre is well aware of), is in a DIRECT “conflict of interest” when it comes to dealing with any other complaints that I may have filed. She should neither be meddling nor partaking in my legal New School complaint mediation process, unless, it concerns the complaint that I filed against her. I am a State of NJ Certified Court Mediator so I familiar with these issues. Eliza presumably is one of

the few persons who Dean McIntyre seems to be dealing with (see the CC on his

letters, which bar me from future studies at the New School, dated May 29 1999).

I allege that certain New School Graduate Faculty Department Officials have been impeding, and with malicious intent, my:

graduating from the New School for Social Research which was supposed to take place this past week.
Registering for any class given at the New School Universityregardless of either a) the division, or b) even if I have the cold cash to pay for classes by myself. This is explicit and direct, Discriminatory Harassment! These are VERY serious Civil Right violations that have been committed directly against me by many New School Graduate Faculty Members and I want them seriously investigated. I further allege:
Professor Louise Tilly gave me a bad grade of a C- last semester
Fall 1998) due to her discriminating against me for my strong belief in

God. I allege Professor Tilly clearly disdains my Orthodox

Christian Faith. Her assistant professor was an atheist man from Iran. I have both Atheist and Human Secularist friends. I never encountered any

such a problems prior either in or out of university settings before I took,

Professor Tilly’s historiography class last semester. All one needs to do is to view a few of the copy written works written by Charles and Louise Tilly to clearly see their seemingly clear distaste for religion in general. In one such work that I ironically read for another class there were quotes from Mr. and Mrs. Tilly, on religion. It went something like this: ‘religion must be destroyed because it is the opiate of the people and also it impedes Marxist-Communist Revolutions.’ I also allege that Professor Tilly does not have the historical background and/or knowledge necessary for grading pre-Revolutionary Theological Orthodox Christian Historical sources to enable her to grade my historiography paper on Empress Aleksandra from the, Fall 1998 semester.

I am a member of the Int’l Romanov Society. The Orthodox Christian Church is prepared to support my case against Ms. Tilly. Various Church members and even Archbishop have seen Professor Tilly’s comments on my paper. They also have seen the manner in which Professor Tilly revised my Orthodox Christian Theological

sources which were in quotes in my paper. The Church will be my witness

against Ms. Tilly at this hearing that I am now requesting! To me, what

Professor Tilly has done even worse than pure plagiarism! I have a copy

of the paper here. Almost all her corrections are either “crossing directly

through my religious references to God/religion”, and/or revising the meaning of my theological sources entirely. This is not acceptable behavior from a New School Professor. As for Professor Tilly’s own complaints about the “formatting” of the paper. Ms.Tilly readily admits to having lost my original paper. I therefore had to give her a rough draft of an old paper from last semester. Luckily I had left after I had a hard disk crash left year.

Therefore is Professor Tilly is displeased with my formatting, it is her own fault since she admits to printing this rough draft from an e-mail attachment herself! I have proof here. I also have a note here from Ms. Louise Tilly indicating that she would be happy to allow me to “revise” the paper. However, the Orthodox Christian Church and I both agree that the substance of the paper should remain as is. It is important for Historians to understand whereby Orthodox Christians understand and conduct “historiography.” I took the Cultural approach to historiography that President of the American Historical Association took, Lynn Hunt, in the book that I read for Ms. Tilly’s class entitled, “Telling the Truth about History.” (I have a copy Professor Tilly’s syllabus)

As for my more serious complaint against Professor Plotke. On

April 22,1999 Professor Plotke and I had a meeting to discuss my future

at the New School. David Plotke has barred my registering for: Fall 1999,

summer 1999 classes, and also any future studies at the New School. I still

am told by Dean McIntyre that Jill Starr is absolutely forbidden to so

much as take one class now or in the future at the New School for Social

Research, even, if I personally pay for a class with my own cash!

The New School has ads in both NYC Newspapers, and also Subways in NYC for students. Hence, I find it exceedingly discriminatory that Jill Starr is being told that she has not has human right to register for summer classes or any other classes at the New School University.

Back to David Plotke now: On April 22, 1999 at approximately 5-5:30pm, Professor David Plotke called me into his office and told me that I was no longer a student at the New School! I had no prior oral or written warning before David Plotke told me that I was no longer a New School student in his very emotionally abusive manner! Furthermore, I, Jill Starr, never once broke any New School rule or regulation as Dean McIntyre’s May 29th 1999 letter confirms. In this letter May 29, 1999 (I will send you the copies of it) Dean McIntyre states that he and the New School Graduate Faculty all “met”, and collectively decided to strangle and condemn to “death”, Jill Starr’s future studies at the New School for Social Research. Also, Professor and Chair of Political Science David Plokte used a “non-verbal” fighting word. I allege Mr. David Plotke came towards me in his office with a small camping knife/file on that same date and time Moreover, David Plotke on that date tried to “BRIBE ME” into accepting his so called “deal”. In David Plotke’s “deal”, he tried to verbally coerce me to accept this following “bribe” (I am truthful and it was a BRIBE!): David Plotke’s “bribery story” goes like this: ‘I David Plotke am willing to offer you (Jill Starr), a deal/BRIBE… since you are no longer welcomed to take classes at the New School....you can accept that your future studies and any hopes for entering into the Ph.D. program are through…and Jill, if you agree to not cause me any problems (like filing complaints against David Plotke he meant to say).and you (Me) take this bribe nicely, then I, David Plotke, will read over your MA Thesis and allow you to one day graduate.’ I REFUSED TO ACCEPT DAVID’S BRIBERY! He got angry and told me to get out of his office. I went directly to the Office of Student Affairs and then I filed a formal complaint in my own hand writing (I have a copy here and it will be mailed to you certified next Tuesday after Labor Day). David Plotke is unsure as to whether my voice activated “mike was on” at the time since David also said basically, ‘Either, ‘Jill Starr accepts my deal and she

does not register for Fall l999 classes at the New School OR, she never

Graduates at all.” This is illegal behavior that David Plotke took

part in, never mind it being 100% underhanded and also unethical!

Now let me explain some of my complaint against Eliza Nicholas: Eliza Nicholas is woman whom I have a clear open and shut case against! I will prove to the world if necessary that on March 30 1999 when I met with Eliza, she was only acting as David Plotke’s, “hatchet woman” (David did not want to do the toss Jill Starr out of the New School “dirty work himself, obviously we know why. So Eliza Nicholas attempted to verbally abuse me into, and in the process of such abuse, Eliza proceeded to clearly “lie” to me (a student at the New School at the time), about New School student regulations which is a VERY, serious offence. (I am sure that you all would agree). Eliza Nicholas on March 30 1999 told me that I had no “choice”. She told me that Jill Starr MUST, take an, “indefinite leave of absence from the New School in the Fall 1999 semester.” I refused to do this! I STILL REFUSE TO DO IT!

My doctor thinks that my attending the New School is the best thingfor helping my emotional well being (minus any abusive discriminatory

harassment from any New School Officials)! Now Eliza told me that after I took this “indefinite leave of absence” in the Fall of 1999, that “you (Jill) cannot come back to the New School as a student ‘Jill IS EVALUATED BY NEW SCHOOL PSCCHIATRISTS!” Eliza also told me,’YOU MUST CHANGE YOU MEDICATIONS JILL— BEFORE YOU RETURN TO THE NEW SCHOOL!’ My doctor called Professor Adamantia Pollis about this incident and I am sure that Addie will fill you all in on the discourse between herself, and my doctor about the Eliza incident!’ My doctor fully is against this inhumane treatment directed against me by New School Professors and Officials! I have become exceedingly depressed with suicidal feeling (and increased anxiety) because of the manner in which the New School has treated my complaints! This has impaired most of my daily functions, including writing my paper this Summer for Addie Pollis! My doctor says it is absolutely absurd that Eliza demand from me (she has no authority to tell me that I am no longer a student! And as far as David Plotke goes, David can only bar me from future studies WITH THE PROVOST’S Permission (see page 63 student handbook) And this is a power that only the New School, PROVOST has that David Plotke took into his own hands by DISMISSING ME, A STUDENT ON THE SPOT on April 22, 1999! Prof. Plotke took matters into his own hands (the law into his own hands it seems when he in an extremely criminal manner to told me, Jill Starr, that I should leave the school 4-ever. Eliza also demanded that I take an immediate leave of beginning this Fall 1999. BUIT NOW: Dean McIntyre and Eliza (see letters to come via certified mail), that Jill Starr am, thrown out of the the New School Completely! This is criminal behavior and nothing more! Even my doctor states that the Fall 1999 semester is almost half a year away! She thought that I need time off this summer perhaps! I get it anyway it seems!

Then we have the grave matter of Eliza Nicholas VIOLATING MY FEDERAL HUMAN RIGHTS (US LAW)! She violated the patient - client federal confidentiality law when Eliza Nicolas, after I told her that in NO MANNER WOULD I ALLOW HER TO CALL MY DOCTOR WITHOUT MY WRITTEN CONSENT, she did it anyway! She called Dr. Charlotte Piuck and without my legal written consent to attempt to get my doctor to tell her, that “I was dangerous”. I allege that she committed this illegal and mindless Action only for the purpose of Eliza 1) trying to assist David Plotke throw me out of the New School in an emotionally abusive manner, and 2) to protect her own job because I also accused her of violating my “CIVIL RIGHTS”!

This is entirely inappropriate behavior for New School Graduate Faculty

Members to engage in! Then I have Dean McIntyre’s letters (this is

what this is a response to). I allege that Linda Reimer lied in those letter

as did Dean McIntyre. Either this, or, they do not have proper information

or memories. Also there is the grave issue of Nancy Shealy e-mailing me

to inform that “David will be away until August 1999 so not to come to

meet with him on April 22 1999.”! I complained against Nancy Shealy also

(I have copies!)Since Addie Pollis e-mailed me (I have copies),

saying that she will have no choice but to” support the New School”

in their Criminally Abusive Civil Right Violations against me..—–

—>By the way Addie, I hope that you change you mind now after you know

the FULL TRUTH!) ..........I now allege, that Professor Pollis has

rejected at least FOUR, 10-15 page term papers I submitted to her this semester as rough drafts for my completing her course requirement for the , Politics of Development. It is quite clear at this point (I have seen this before many a time over) that New School Officials are impeding my completing Addie Pollis’a class. How? They are pressuring Addie Pollis I allege and am ready to prove, not to allow me to “pass her class”. Illegal, yes, but it happens all the time!

Furthermore, Addie Pollis is a professor I have always greatly admired. Admantia Pollis and I never prior, had any problems about her “understanding my topics/papers.” In fact, Addie Pollis IS, the ONLY Professor

that I can still “somewhat respect” at the New School now. From my first

semester at the New School, Addie Pollis came to me and asked me “WHEREFORE

MY WRITING WAS SO FRAGMENTED”. (I have an attention deficit disorder, which worsens with stress)! Addie and only Anthony Pereira have attempted to accommodate my disability! David Plotke “said it is not up for discussion on April 22 1999 when he through me out of the New School!” Gee, thanks David (for nothing that is)!

In fact Addie Pollis, she has up to now always assisted me because

she knows that Jill Starr has been on permanent disability for about 9

years (SOCIAL SECURITY). Anthony Pereira was another very good professor.

I took his class Military State and Society (A PRO-SEMINAR DAVID!) in my

Fall 1997 semester at the New School. I was told by BOTH 1) David Plotke,

and 2) JIM NOLT, that later this class could perhaps be used as a pro-seminar.

There are the other 3 credits David Plotke you claim that impede

my graduation! Most every one of the University Officials whom I have filed official complaints against for they’re abusive discriminatory harassment against me should not, and this goes double for the case of Ms. Eliza Nichols who has a direct conflict of interest in my case since I have filed a formal complaint against her. Professor David Plotke suspended me from the New School and also any future studies on April 22, 1999 in an emotionally and threatening manner with no prior notice! (SEE PAGE 63 STUDENT HANDBOOK ON THE PROVOST HOLDING THATEXECUTIVE POWER PROF. PLOTKE. Any questions? Good. Please start investigations leading to a hearing in reference to my complaints right away. As for Ms. Louise Tilly who contrary to what Linda Reimer stated in her letter (see cc: to Dean McIntyre dated May 29 1999) I never met with Miss Tilly to resolve my “complaint informally.” Lies and more *amned lies! I never had a 2.2 GPA and when I came to the New School my GPA was 3.57 from previous school! Not as Dean McIntyre says it is now, a 2.2!

I not only allege that Ms. Tilly discriminated against me on 1) religiousgrounds,2)-I petition for a grade change, and 3) I still allege she has not the knowledge to grade a paper using pre-Revolutionary Russia Theological sources! I want a formal hearing about my complaints against: David, Louise, Shealy, Nicholas, and now I am bordering on suing the school in general!

Respectfully Submitted,

Jill L Starr

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Discrimination


Professor Louise Tilly Formerly at the New School for Social Research in Manhattan Discriminated Against my Religious Convictions Refusing to Let Me Write a Historiography Paper on Tsarina Alexandra of Russia

Critic: THAISSA 0 - F-
Posted: 3/3/2000 11:13:47 AM 39 Hits

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Overview:
CIVIL RIGHTS CASE# 02-99-2132

That is right folks! Not only has David Plotke thrown me, Jill Starr, a permantanly disbaled student out oft he New School’s Graduate faculty Dept. of Political Science without any prior written / or oral notice on April 22 1999 for harboring “Anti-NATO views” HE DID IT AT KNIFEPOINT!! He had his swiss army knife pointed right at me as he tried to bribe me into leaving the NSSR! When I told him that “I do not accept bribery” he came at me with his pointed KNIFE”!

Louise Tilly failed me in a required class (c-) and PLotke said that my religious discrimination was “NOT UP FOR DISCUSSION”! Plotke also told me “YOU PERMANANT DISBAILITIES ARE NOT UP FOR DISCUSSION”! And I am both permanantly physically and emotionally discabled, although I managed to obtain both nationaland int’l honors before PLOTKE TOSSED ME OUT OF SCHOOL!

COME SEE AND READ ALL ABOUT MY LANDMARK CIVIL RIGHTS CASE NOW—>http://members.tripod.com/Thaissa/first.htm

Press interviews are welcomed!
JLS

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Louise Tilly failed me on a historiography paper on Russian Empress Alexandra which was later published by the Romanov Soiiety.

CHRISTAIN STARR!
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John
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John kjohnah.blogspot.com Jan 16 2009
Kampala, Uganda
[Regional Editor]
religious discrimination? still happens in the free world?? Amazing!
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lpcyu
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(Global Perspectives)
Jill Starr
1 Stars
Jill Starr members.fortunecity... Jan 23 2009
bloomingdale, United States
[Member]
Unfortunately, it does still happen John.
All government’s retain some measure of control over the basics in their respective countries; one way or another.
This is whereby governments retain their power right (?)

101 political science.

Nice hearing from you -

J
Posted by lpcyusa at 10:06 AM 0 comments
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My Recommendation Letter from the Former Serbian Unity Congress President who assisted me in applying to Fairleigh Dickinson University Political Science Dept (after being thrown out & discriminated against by the New School in NYC in 1999 because of my anti-NATO political views-see my web site for proof at thaissa.tripod.com/first.htm) in Hackensack New Jersey (Eventually FDU also dismissed me from the political science program - illegally and not in accordance with their policies although they will say otherwise etc..)again owing both to 1) My Anti-NATO Views); and 2) Also owing to many of the FDU political science such as Rapheledes being former graduates themselves from The New School for Social Research as well as being New School collaborators and liberal democrats and remember the New School in NYC in 1999 (during the Kosovo Crisis) threw me out originally only three weeks before my anticipated graduation in 1999 on April 12th (same day Milosevic's Presidential Palace was bombed in the Former Yugoslavia in NYC (I had already ordered my cap & gown) . Let us remember that Liberal Senator John Kerry is now the active New School Provost whom is one of many there completly ignoring my doctors asking the school to comply with my doctor's rrequest to accomodate my disabilities and to extend my time for submitting my term papers. My American with Disabilities Act andFederal Civil Rights Case conducted under the umbrella arm of the United States Dept.of Educationin NYC regarding thje NSSR's Disability Discrimination against me slipped my case under the rug although I had many important and key witnesses themselves famous historians and professor's owing to Hillary Clinton being in Bed with the Teacher's Union in NYC Before She Became NY Senator. She lectured at that Liberal Democratic Institution at the World Policy Institute on the 4th floor of the New School and disliked my anti-NATO views at that time and then on April 12th 1999 Profesor David PLotke (Former Political Science Chair at the New School) at the time, only three weeks prior to my anticipated M.A. graduation date from the New School summoned unexpectedly into his office stating directly to me "Jill, you are not the type of person we want to see graduating with a New School Degree (owing to your nati-NATO views of the KOsovo Crisis) He then proceeded to pull out a camping knife and point it at me (I left crying).

Thererafter, I tried to apply to both Seton Hall and later FDU in Hackensack to repeat my MA Degre. When eventually I was accepted into FDU in Hackensack, (I have witnesses as proof of what I am about to state....their Chair's of both school's whom gave me entrance interviews later confided to my close friend (they were unaware of this at that time) and admitted to my close friend colleague Arnold Stark (Famous HIstorian and Professor in NJ) that the New School called both universities ahead of my entrance interviews telling both institutions not to accept me into their M.A> Programs slandering and liabling me saying to the entrance interviewers' at that time ,

"I was dangerous and pulled a knife at David Plotke which was the other way around ( he pulled one on me now claiming everywhere I applied to redo my M studies) that "Not to accept Jill Starr into any graduate program because she is both emotionally disturbed and also dangerous for pullling a knife at him).

Dr Brudner at FDU (Number 2 in charge of the political science and also Professor Stark were both present during my first entrance FDU interview at that time Dr. Brudner did accept me into the FDU political science program but explicitly admitted she was aprehensive because prior to my arrival, she had received a telephone call from the New School for Social Research in NYC whom told not to accept me because I was "dangerous" using my disbaility against me while further slandering me and my repuation as a scholar globally.

She did then allow me in the FDU Political Science Department stating at that time in from of Professor STark that I made for what she considered "An interesting candidate."

Notwithstanding again one class before my anticipation again I was dismissed from the program again (mysteriously). Although they claim it is owed to my grades slipping the truth is and I have witnesses it was genuinely owing to my again being discriminated against by the liberal democratic professors and those teaching at FDU's Madison Campus at the Siberian business institute one class prior to my anticipated graduation from there as well.

After I was told I being dismissed from the program. Dr. Fatami (Chair of the political science dept at FDU then ) conceeded to me privately that I had been given poor grades by certain professors purposely because they were former New SChool graduates themselves and again I never had the opportunity to graduate with my MA Degree I had well earned by then already having published two books and including Columbia University's Online Journal of Int'l Affairs...

Now the US Government is suing me for over $100,000- in student loans. Both as sad as it is ironic no?

I have both the papers and witnesses that willingly will attest to this fact.
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Jill Starr
I grew up traveling the world with my parents at age 7. I remember being on the island of Java in 1970/71 going swimming in the pool at Hotel InterContinentel surrounded by armed soldiers; and, and flying over Vietnam and my father pointing out "look Jill we are flying over Vietnam now..." with my Mom. The interesting thing was no commercial airlines flew over Vietnam unti. about one decade ago and certainly not in the 1970s. Sports: Water polo, Soccer Recreation: Partying, Travel Tags: reading, travel, children, swimming, music, college, writing, environment, new jersey, philosophy, culture, sociology, new york, ecology, china, peace, theatre, america, social justice, theology, war, human rights, endangered species, indonesia, russia, romania, political science, united nations, ideology, news media, war crimes, fairness, preventive diplomacy, crimes against humanity, serbia, kosovo, montenegro, edcuation, west milford, bloomingdale, mediation techniques James Bond type films.

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